Saturday, April 23, 2016
Wednesday, April 20, 2016
Thursday, April 14, 2016
Wednesday, April 13, 2016
Comer bem fica mais barato, OK..?
Panquecas ao pequeno almoço, panquecas ao lanche..
Há muito que deixámos de fazer pão, pois as farinhas de produção biológica e sem glúten, não são bem a mesma coisa. Todas as manhãs era um desespero para conseguir cortar fatias sem se desfazer todo aos bocadinhos.
A alternativa mais fácil de incorporar os nutrientes importantes, principalmente para o Gabriel, foi fazer as panquecas e incorporar nelas o que ele precisa (anti-oxidantes, anti- inflamatórios, cálcio, magnésio, etc) e acrescentar- lhes, em alternativa aos doces, água com mel e canela. Sim, digamos que estas farinhas possuem um sabor " pouco convencional"..
O cuidado com a alimentação, tornou- se imperativo.
Hábitos simples, que fazem diferença.. tentar eliminar (dentro do possível) o glúten e todos os aditivos químicos de síntese, como os açúcares, corantes, conservantes, aromatizantes, fertilizantes e pesticidas sintéticos, não é tarefa fácil, neste mundo habituado ao fast, ao instantâneo, ao falso, e ao açúcar..
Não há enlatados cá em casa, tudo é cozinhado em modo mais vagaroso.. Dá- se tempo ao feijão e outras sementes de ficarem de molho e só depois de iniciarem o processo de germinação é que os cozinhamos; a polpa de tomate é feita na hora e não comprada, a carne vem de galinhas e vaquinhas criadas no seu tempo próprio, com vidas felizes e o peixe vem do mar e não do aquário. As restantes refeições são vegetarianas.
E não, não é mais caro, comer bem, fica mais barato!
Receita:
1 chávena de farinha de quinoa, kamut, trigo sarraceno
1 chávena de leite de linhaça/alpista/amêndoas
1 ovo
1 c.cha óleo de côco
1 pitada de sal
fruta
Monday, April 4, 2016
Quando o avô não traz os óculos..
.. e torna as histórias ainda mais mirabolantes do que estão nos livros..
"Ó avô, mas não é assim!"
"É, é.. vês.. olha aqui (...)"
E lá prosseguem os três..
"Ó avô, mas não é assim!"
"É, é.. vês.. olha aqui (...)"
E lá prosseguem os três..
Friday, March 11, 2016
Thursday, March 10, 2016
Wednesday, March 9, 2016
Tuesday, March 8, 2016
no Dia da Mulher..
Estava a ler a cena da Samaritana e da sua conversa com Jesus e pus- me a pensar em como o "Jesus é amor", muitas vezes serve para o que mais nos convém.
De facto, Ele é amor porque nos aceita como estamos e vai ainda mais longe, acompanhando-nos, não nos deixando ficar como estamos.
Esta mulher poderia ter achado que Jesus estava a por em causa a sua liberdade pessoal, ou pensado que os vários maridos eram uma tendência natural nela e que por isso não deveria mudar isso. Mas, Ele inclusivamente muda a nossa identidade e não há mudança mais profunda do que essa! A Samaritana "bebeu " desta água que Jesus lhe oferecia e tornou-se serva deste senhor e não de outro qualquer.
Quando reconhecemos que estamos "doentes" e que precisamos deste restauro, desta mudança, deixamos de ser escravos de nós próprios, dos outros ou do sistema; e aí sim, somos livres, ao contrário do que muitos pensam. Livres para amar , respeitar, ver os outros de uma forma mais integral, para além das palavras e aparências, vendo-nos a nós e aos outros com a eternidade em vista.
Somos ainda escravos, sim, mas agora, daquele que nos trata como filhos e não como servos.
De facto, Ele é amor porque nos aceita como estamos e vai ainda mais longe, acompanhando-nos, não nos deixando ficar como estamos.
Esta mulher poderia ter achado que Jesus estava a por em causa a sua liberdade pessoal, ou pensado que os vários maridos eram uma tendência natural nela e que por isso não deveria mudar isso. Mas, Ele inclusivamente muda a nossa identidade e não há mudança mais profunda do que essa! A Samaritana "bebeu " desta água que Jesus lhe oferecia e tornou-se serva deste senhor e não de outro qualquer.
Quando reconhecemos que estamos "doentes" e que precisamos deste restauro, desta mudança, deixamos de ser escravos de nós próprios, dos outros ou do sistema; e aí sim, somos livres, ao contrário do que muitos pensam. Livres para amar , respeitar, ver os outros de uma forma mais integral, para além das palavras e aparências, vendo-nos a nós e aos outros com a eternidade em vista.
Somos ainda escravos, sim, mas agora, daquele que nos trata como filhos e não como servos.
Sunday, February 28, 2016
Do nosso processo de adopção..
A espera parece maior, quando o desejo é muito antigo..
A Adopção é um conceito central no Cristianismo, porque Deus nos adoptou e nos recebeu na Sua familia.
Esta é sem dúvida uma gravidez diferente. Já lá vai 1 ano e meio desde a formalização da candidatura e mais de 10 anos desde que decidimos que teriamos filhos pela via da adopção, independentemente de termos ou não biológicos. E às vezes arrependo-me muito de termos esperado tanto tempo para iniciar o processo!
Daqui a 9 mêses não sairá um bébé de dentro de mim, mas sairá concerteza um dia, uma menina de idade indeterminada, parecida ou não connosco, que terá que lidar com a sua história, as suas dúvidas, receios e as reacções por parte dos outros.
Ser pai adoptivo é certamente diferente de ser pai biológico, dadas as especificidades do processo em si. Mas a determinação e o amor são os mesmos e são esses, que nos farão pensar nos momentos difíceis, que uma criança (pela via biológica ou da adopção) nos foi confiada e que somos abençoados.
Como diz o M, precisamos adoptar os nossos filhos, biológicos ou não.
Saturday, February 27, 2016
Quem espera..
Este fim de semana foi dedicado à manutenção das bicicletas dos miúdos e a terminar o restauro da minha.
A minha bicicleta, que agora está meio transformada numa espécie de "pasteleira", começou a ser restaurada em Julho de 2013. Foi o meu presente de aniversário nesse mesmo mês, mas nunca chegou a ser finalizada.
Mas.. muito antes disso, em Maio de 2010 já lhe tinha comprado uma capinha jeitosa em Graaz, na Áustria; Foi aí, ao ver as ruas cheias destes velocípedes, que me entusiasmei mais a sério com a idéia de voltar a andar de bicicleta no dia-a-dia, tal como fazia nos meus tempos de faculdade.
Mais tarde, a amiga R, ofereceu-me uma campainha muito retro e o M, em mais uma viagem a um outro país civilizado em que as bicicletas são mais que muitas, trouxe-me uma saddlebag que tem estado guardada há uns bons 3 anos.
Hoje foi o dia de colocar os acessórios todos e ainda esta semana espero ir andar bastante nela, com livros e máquina fotográfica atrás, campo adentro..
A minha bicicleta, que agora está meio transformada numa espécie de "pasteleira", começou a ser restaurada em Julho de 2013. Foi o meu presente de aniversário nesse mesmo mês, mas nunca chegou a ser finalizada.
Mas.. muito antes disso, em Maio de 2010 já lhe tinha comprado uma capinha jeitosa em Graaz, na Áustria; Foi aí, ao ver as ruas cheias destes velocípedes, que me entusiasmei mais a sério com a idéia de voltar a andar de bicicleta no dia-a-dia, tal como fazia nos meus tempos de faculdade.
Mais tarde, a amiga R, ofereceu-me uma campainha muito retro e o M, em mais uma viagem a um outro país civilizado em que as bicicletas são mais que muitas, trouxe-me uma saddlebag que tem estado guardada há uns bons 3 anos.
Hoje foi o dia de colocar os acessórios todos e ainda esta semana espero ir andar bastante nela, com livros e máquina fotográfica atrás, campo adentro..
Tuesday, February 23, 2016
Caminhadas..
A minha ideia era fazer umas caminhadas com eles, pinhal adentro, sempre sem parar, mas já deu para perceber que não dá..
Friday, February 19, 2016
Soubera eu escrever assim..
" The fast God cal us to is nothing short of hungering for another world - a world of perfect peace, provision and satisfaction. Our fast reflects that other world and pursues it, even today. It connects us with both the heart of God and the needs of the world in a way that deepens our desire for the coming of His kingdom here on earth, but also moves us to action, to be the hands and feet of Christ."
Raechel Meyers - She Reads Truth
Raechel Meyers - She Reads Truth
Tuesday, February 16, 2016
Vamos fazer biscoitos..
Ingredientes e requesitos:
farinha de côco
farinha Kamut
farinha de Trigo Sarraceno
farinha de alfarroba
açúcar mascavado
especiarias
muita paciência
gostar de luas
Agora, toca a embrulhá-los num desenho, para oferecer um lindo pacote..
Monday, February 15, 2016
Varicela convida a livros dos bons..
Este filhote adora histórias e livros; só o consigo convencer a tomar banho e a colcoar o creme para as "pintas", com a promessa de uma bela história.
Isto alegra-me o coração de uma forma especial, já que o mano mais velho dificilmente se interessa por histórias e tem muita dificuldade em acompanhar;
Ficar sentada com uma mantinha ao lado deste leãozinho ou simplesmente vê-lo desfolhar um livro e balbuciar a história, é simplesmente encantador para mim..
Thursday, January 28, 2016
Os Must not Give Away..
Dou cada vez mais importância a peças intemporais e compro muito pouca roupa para mim, por várias razões.
Com a presunção de que isto interessa a alguém, as peças de roupa mais antigas que ainda uso são 3:
um cachecol estilo escocês, que o meu dad trouxe de uma das suas viagens ao País de Gales, quando eu tinha 12 anos.
uma camisa de xadrêz, que ficava fotograficamente registada em todos os acampamentos da Páscoa do GBU, mais ou menos a partir do ano 97.
e
um casaco de pelo branco, fofinho e quentinho com botões enormes, comprado nos saldos há cerca de 15 anos quando estava no meu 4o ano da faculdade.
Wednesday, January 27, 2016
A ficar crescido..
há pouco tempo foi "o dia em que caíu o 1º dente" e hoje foi o dia em que cortou o cabelo no cabeleireiro dos crescidos e pela primeira vez não "fez fitas"..
Saturday, January 23, 2016
aprender brincando..
A fase das letras e dos números começou demasiado cedo: aos 20 mêses tinha decorado as marcas dos carros e logo a seguir, vieram as matrículas e as palavras das marcas escritas. Tudo fruto duma extraordinária memória visual e auditiva, que o cérebro dele tem destas coisas.
Agora que é preciso, parece ter estagnado.
Apesar da convicção de que a aprendizagem deve ser um jogo, uma brincadeira e vice-versa, no caso particular do G, é mesmo essencial. Tudo tem que ser lúdico, mas muitas vezes falta a paciência a esta mãe chata e ordeira que quer controlar tudo.
Valha-nos o avô que aparece com uns dados coloridos em casa e um caderno. O jogo consiste em atirar o dado, contar as pintas e escrever no caderno o número correspondente, ao que ele adere com algumas reservas, mas lá se vai entusiasmando com o resultado, nem que seja para nos ver felizes!
Agora que é preciso, parece ter estagnado.
Apesar da convicção de que a aprendizagem deve ser um jogo, uma brincadeira e vice-versa, no caso particular do G, é mesmo essencial. Tudo tem que ser lúdico, mas muitas vezes falta a paciência a esta mãe chata e ordeira que quer controlar tudo.
Valha-nos o avô que aparece com uns dados coloridos em casa e um caderno. O jogo consiste em atirar o dado, contar as pintas e escrever no caderno o número correspondente, ao que ele adere com algumas reservas, mas lá se vai entusiasmando com o resultado, nem que seja para nos ver felizes!
Thursday, January 21, 2016
O Vizinho Joaquim..
Todos deviam ter um..
É ele quem me abre o portão todas as manhãs e quando regresso, já está fechado. Gosta de calças de xadrêz e de sapatos de camurça.
Ralha comigo, no seu sotaque do Norte que não consigo especificar, porque deixei a luz da lanterna exterior acesa e dá caramelos aos miúdos, que eu me apresso a esconder. Poda as árvores dos vizinhos e anda de café em café em busca de companhia e conversa.
Quando regresso da escola, a pergunta de retórica é sempre a mesma: "Então, já foste levar a canalha?!", ao que eu respondo com um tímido, "sim, já estão entregues".
Não pode ver os sacos da reciclagem e do lixo junto ao portão e quando dou por mim, já os despejou a todos no lixo. Quando venho do supermercado, faz questão de mostrar que notou que eu estive fora e tece variadissimos comentários aos sacos das compras.
Hoje pregou-me um susto! Estava eu de olhinhos fechados a desfrutar de um raríssimo momento de rádio (a ouvir Depeche Mode), quando ele me bate à janela do carro e começa a rir: "ENTÃO, JÁ FOSTE LEVAR A CANALHA, OU QUÊ??"
Entre o vizinho Joaquim e as galinhas da vizinha São que nos comeram as alfaces todinhas, acho que a vizinhança até que é boa..
É ele quem me abre o portão todas as manhãs e quando regresso, já está fechado. Gosta de calças de xadrêz e de sapatos de camurça.
Ralha comigo, no seu sotaque do Norte que não consigo especificar, porque deixei a luz da lanterna exterior acesa e dá caramelos aos miúdos, que eu me apresso a esconder. Poda as árvores dos vizinhos e anda de café em café em busca de companhia e conversa.
Quando regresso da escola, a pergunta de retórica é sempre a mesma: "Então, já foste levar a canalha?!", ao que eu respondo com um tímido, "sim, já estão entregues".
Não pode ver os sacos da reciclagem e do lixo junto ao portão e quando dou por mim, já os despejou a todos no lixo. Quando venho do supermercado, faz questão de mostrar que notou que eu estive fora e tece variadissimos comentários aos sacos das compras.
Hoje pregou-me um susto! Estava eu de olhinhos fechados a desfrutar de um raríssimo momento de rádio (a ouvir Depeche Mode), quando ele me bate à janela do carro e começa a rir: "ENTÃO, JÁ FOSTE LEVAR A CANALHA, OU QUÊ??"
Entre o vizinho Joaquim e as galinhas da vizinha São que nos comeram as alfaces todinhas, acho que a vizinhança até que é boa..
Saturday, January 16, 2016
O 19 - A..
Foi no 19 -A que passei grande parte da minha primeira infância; foi aqui que aprendi a ler e a escrever e tudo o que houvesse para saber, que a alma duma criança de 5 anos é grande.
Neste poial sentava-me nas tardes de Verão e da janela espreitava a chuva e o granizo a cair.
Mais tarde veio a bicicleta, que ficava guardada no quintal. A avó Bel ralhava por lhe sujar o chão. Ai que saudades daquele chão de mosaico hidráulico, que só há relativamente poucos anos aprendi a apreciar: losângolos verdes com efeito 3D. Lindo de morrer!
Este passeio em cimento era palco do "jogo da macaca", do jogo do "mata" e do salto do elástico; percorria-o todos os dias para ir à mercearia da Dª Almerinda (porque a do lado, "a Silvéria é careira"); daqui saía muitas vezes de braço dado com a avó para ir à Igreja ou para acompanhá-la nos seus afazeres.
A carrinha da Igreja, "a Joaninha", como lhe chamavam, estava sempre aqui estacionada à porta, na sua "Base", embora o avô não a conduzisse, mas sim o meu pai; daqui saíamos para muitas aldeias e aqui regressava, já de noite, de muitos lugares, depois de ouvir muitas conversas.
O quintal enorme, tinha flôres e aromáticas por todo o lado, uma das grandes paixões do meu avô, que as distribuía por toda a gente que precisasse dum cházinho.
Esta pose dos dois à porta de casa era típica das despedidas; despedidas dos meus tios e primos quando regressavam a Lisboa depois do Natal e Páscoa; despedida de alguma visita que vinha de mais longe.
Há dias encontrei este quadro guardado no escritório do meu dad. Pintou-o por ocasião da comemoração dos 50 anos de casados dos meus avós. Surrupiei-o discretamente e hoje foi o dia de pendurá-lo na minha sala. E agora cada vez que olho para ele, avivam-se em mim as suas vozes, as suas gargalhadas e sorrisos.
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